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Biometria Comportamental

Biometria Comportamental
A forma como você toca na tela do seu celular, mexe o mouse do seu computador, como você navega na internet, sua localização e até o seu tempo de resposta podem ser usados para te identificar, isso é biometria comportamental.
É uma forma diferente, pouco invasiva e que você até natural de garantir a sua identidade, que já está no seu dia a dia mas você nem percebe, pois não precisa fazer nada diferente do que já faz. Ou seja, a experiência é bem mais fluida.
É uma forma de biometria que atua continuamente, após você entrar no sistema e continua ao longo da sessão (ex. acesso ao aplicativo do banco). Se algo sair do seu padrão habitual, o sistema pode ativar alertas e até mesmo bloqueio de acesso para prevenir fraudes.
Como envolve múltiplas características, é mais difícil de ser fraudada. Assim, mesmo que o fraudador tenha acesso à sua senha, é improvável que vá conseguir te imitar em todos esses padrões de comportamento.
Outros tipos de biometria geralmente apresentam acurácia maior, enquanto fatores como stress, cansaço ou doença podem reduzir a precisão da biometria comportamental. Ainda assim, ela pode se combinar com modalidades como digitais e reconhecimento facial para aumentar a segurança.
Tecnologia
Modelos de machine learning, como KNN (K-nearest neighbor), Random Forest, SVM (support vector machine) e Regressão Logística, além de redes neurais de inteligência artificial, realizam a biometria comportamental.
Uso Atual da Biometria Comportamental
A biometria comportamental já é uma realidade e vem sendo usada por fintechs, bancos digitais e empresas de varejo (e-commerce) para prevenir fraudes. Em uma realidade em que o trabalho não-presencial (remoto) e o acesso ocorre a qualquer instante (24×7) pelo celular, ganha bastante importância.
Já existem casos de uso da biometria comportamental no Brasil, em diversos bancos digitais e em plataformas de pagamento como o Paypal. Também usada nas áreas de varejo online (e-commerce), saúde e educação.
Limitações
Os dispositivos usados pela pessoa — como teclado ou mouse — e o fato de ela estar sentada ou em pé afetam o desempenho da biometria comportamental.
Outro fator é que o sistema biométrico comportamental precisa de um tempo de “aprendizado”, onde a coleta dos padrões de comportamento acontece. Durante esse período a acurácia pode não ser tão grande.
Um outro fator que afeta o desempenho é o “ruído comportamental”: distrações no momento da leitura, mudança de humor, medicamentos, uso em movimento (ex. no transporte público, andando), mãos molhadas, iluminação ruim, limitações de espaço.
Como toda a tecnologia biométrica, pode ter falsos positivos (deixa um impostor passar) e falsos negativos (bloqueia um usuário legítimo), motivo pelo qual usa-se combinada com outras formas de autenticação (biometria digital, facial, tokens, etc.).
Biometria Comportamental e suas Preocupações
Deve-se, no uso da biometria comportamental, observar os cuidados em relação à privacidade dos dados pessoais (LGPD) especialmente na coleta e armazenamento e informação aos usuários.











