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Biometria no Celular

A biometria em smartphones e celulares (biometria no celular) consolidou‑se como uma tecnologia-chave nas arquiteturas de autenticação atuais. Impulsionada pela pandemia do COVID-19 e por avanços tecnológicos em sensores, processamento embarcado, novos algoritmos e IA. Em uma realidade em que os celulares (smartphones) funcionam como habilitadores de acesso a serviços financeiros, governamentais, empresariais e pessoais, a confiabilidade da biometria se tornou um requisito quase obrigatório.
Entre as tecnologias mais difundidas no mercado está o sensor de impressão digital, cuja tecnologia nos smartphones é em geral ultrassônica, com sensores integrados sob a tela, os quais, emitem pulsos acústicos que atravessam as camadas da pele e retornam uma imagem biométrica. Infelizmente, este tipo de sensor vem sendo descontinuado por fabricantes como a Apple.
Em contrapartida, ocorre o surgimento de tecnologia de coleta das impressões digitais com a câmera do celular, que permite a consulta de bases públicas para maior segurança no onboarding, sendo uma tecnologia de biometria contactless.
Uma tecnologia bastante difundida é o reconhecimento facial , que vem se difundindo no mercado. Sistemas 2D, inicialmente dependentes apenas da câmera frontal agora vem adotando tecnologias baseadas em projeção infravermelha e mapeamento 3D (em alguns fabricantes). A autenticação ocorre por meio de métricas biométricas que avaliam a similaridade entre a imagem lida e o template armazenado previamente.
Outras modalidades na biometria no celular são o reconhecimento de íris, análise de voz e biometria comportamental. A íris apresenta padrões estáveis ao longo da vida e muitas características biométricas, exigindo sensores infravermelhos. A biometria comportamental, usa dados de acelerômetros (dispositivos que captam movimentos no celular), giroscópios e padrões de toque na tela para criar perfis de uso baseado no comportamento do usuário.
A proteção dos dados biométricos é um ponto-chave. Nas soluções atuais, o processamento e o armazenamento dos templates ocorrem em ambientes isolados e seguros. Esses ambientes executam software verificado, usam criptografia e isolam o acesso aos dados sensíveis. Além disso, os templates biométricos (características extraída das imagens biométricas) não são imagens, mas representações numéricas quase impossíveis de se associar a uma pessoa por si sós, impossibilitando a reconstrução do dado original (imagem).
A comunicação entre os sensores/leitores e os sistemas de processamento da biometria, utilizam criptografia, garantindo integridade e autenticidade das imagens. Técnicas de prova de vida (liveness) são essenciais para mitigar ataques baseados em fotos falsas, vídeos ou próteses ou rostos falsos.
O desafio atual vem sendo enfrentar as fraudes por IA, utilizando as fotos das redes sociais. Um tendência atual para mitigar o problema, é o uso de sistemas multibiométricos (multibiometria) e autenticação contínua, nos quais múltiplos sinais biométricos e comportamentais são combinados para aumentar a robustez sem aumentar a fricção.
Enfim, a biometria no celular veio para ficar e vem acompanhando as mudanças tecnológicas e o perfil de fraudes.
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