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Biometria no Celular é Confiável?

O uso de biometria no celular (smartphones móveis) consolidou-se como um dos principais métodos de autenticação. A aceitação do uso desta tecnologia , levanta uma questão natural: até que ponto a biometria pelo celular pode ser considerada confiável?
A resposta deve ir além da percepção de conveniência pelo usuário do uso e se concentra nos aspectos tecnológicos estão por trás dessa tecnologia.
Um exemplo são os sensores de impressão digital, por exemplo, evoluíram bastante desde as primeiras gerações. Os modelos capacitivos, ainda bastante comuns, capturam variações mínimas de corrente elétrica para obter a leitura da digital. Esses, vem sendo substituídos por sensores ultrassônicos, que constroem uma representação 3D da pele do dedo, reduzindo a possibilidade de fraude por meio de impressões falsas (ex. de silicone). Recentemente, alguns fabricantes (como a Apple) vem descontinuando esses sensores.
Para viabilizar o uso de biometria digital pelo celular, surgiram tecnologias de captura utilizando a câmera do celular, com IA e a possibilidade de usar vários dedo para prevenir fraudes
No reconhecimento facial, a adoção de câmeras infravermelhas e tecnologias de projeção de padrões (luz estruturada) permite a criação de mapas 3D do rosto, capazes de distinguir volume, textura e padrões de luz, difíceis de ser reproduzidos com fotografias e/ou vídeos.
Outro aspecto muito importante a ser considerado, é a forma como os dados biométricos são armazenados. Os sistemas modernos não precisam guardar as imagens da digital ou do rosto. Em vez disso, convertem essas informações em características biométricas (dados numéricos criptografados), impossíveis de serem revertidos para a forma original (imagem). Além disso, esses dados permanecem confinados em áreas protegidas dos servidores, separados do sistema operacional, de modo que mesmo que ocorra um ataque que comprometa o software principal, não se consegue acessar as chaves biométricas.
A segurança também depende da capacidade do sistema de identificar tentativas de falsificação. Os mecanismos de detecção de prova de vida (liveness detection) analisam sinais sutis, como profundidade, calor, microexpressões, variações de pressão ou batimentos cardíacos. Essa camada adicional impede que tentativas de fraude com imagens simuladas ou fraudes físicas (máscaras, impressões digitais falsas) sejam admitidas como credenciais válidas. Além disso, os sistemas de autenticação adotam limites de tentativas (ex. 5 tentativas antes de bloquear) e exigem a senha do usuário após falhas consecutivas, reduzindo a possibilidade de um ataque.
Vale destacar que a biometria não opera de forma isolada, faz parte de uma série de medidas que incluem criptografia, isolamento de hardware, políticas de bloqueio e algoritmos de reconhecimento treinados para equilibrar acurácia com certa tolerância a pequenas variações naturais (ex. bigode, barba, dedo mais úmido) e do ambiente (iluminação deficiente). Esse conjunto de fatores explica por que, na prática, a biometria pelo celular apresenta um nível de segurança superior ao de métodos tradicionais baseados em senhas, as quais podem ser esquecidas, compartilhadas, adivinhadas ou expostas em vazamentos.
Embora nenhum sistema de autenticação seja, a biometria no celular, quando implementada com as medidas mencionadas anteriormente, oferece alta confiabilidade, tornando-a uma solução robusta para o uso cotidiano.
A atividade de fraudadores é constante e infelizmente também evolui dinamicamente, as empresas devem evoluir suas soluções constantemente e os usuários também têm o seu papel na prevenção de fraudes. Fique atento às atualizações das ferramentas de segurança, se possível restrinja o acesso às suas fotos nas redes sociais e use mais de um fatores de autenticação.
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