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Entenda por que a biometria falha em idosos e veja soluções para reduzir rejeições e melhorar a experiência

Entenda por que a biometria falha em idosos e veja soluções para reduzir rejeições e melhorar a experiência
A Biometria Digital é parte do nosso dia a dia
A biometria por impressão digital é amplamente aceita porque combina simplicidade e segurança em um método que as pessoas já conhecem bem. As digitais são únicas e praticamente impossíveis de copiar, o que torna a autenticação muito confiável. Além disso, o gesto de encostar o dedo no sensor é rápido e intuitivo, facilitando o uso em celulares, bancos e serviços públicos.
A biometria digital virou parte do nosso dia a dia, desbloquear celular, sacar dinheiro, votar com as digitais do dedo. Mas e quando esse toque começa a falhar? Pois é, muita gente não sabe, mas cerca de 30% dos idosos enfrentam dificuldades reais com a leitura das digitais. Algumas pessoas simplesmente não conseguem usar a biometria no caixa automático pelas características de sua pele. E não é culpa do aparelho: é o corpo que muda com o tempo.
Por que as digitais somem?
Com o envelhecimento, a pele dos dedos vai ficando mais fina, menos elástica e mais seca. As cristas e vales papilares (crista é a linha elevada e vale linha que corresponde à parte mas baixa, a depressão da pele) , aquelas linhas que formam a impressão digital, perdem definição. O resultado? O sensor não consegue “ler” corretamente e rejeita a impressão por má qualidade. É como tentar ler um texto com a tinta apagada. Além disso, certos tipos de trabalho, intensivos em uso das mãos (cirurgiões, músicos, trabalhadores da construção civil ou no agro), produtos químicos e até tratamentos com quimioterapia aceleram esse desgaste.
Como a leitura sem contato resolve isso?
O problema tem a haver com os leitores baseados em contato, que demandam que você toque no leitor para ter a impressão digital do dedo lida. A maioria destes leitores usa um princípio físico em que a luz é absorvida pelo sensor de imagem onde o dedo toca o vidro (na crista papilar, fazendo com que a pareça a parte preta da digital do dedo) e reflete (no vale papilar, onde a luz é refletida e aparecer como uma linha branca na tela). Como a pele foi alterada (por exemplo quando a densidade fica baixa, as cristas são amassadas e se confundem com os vales), o sensor não consegue distinguir crista de vale.
A boa notícia é que a tecnologia está se adaptando, a biometria digital sem contato chegou: a leitura sem contato, especialmente via câmera do celular, tem sido uma solução prática e eficiente para resolver os problemas.
Já existe tecnologia capaz de ler as impressões digitais com uma fotografia do dedo, coletada com a câmera do celular. Tecnologia simples de usar, intuitiva e compatível com as bases de impressão digital existentes. Outra alternativa é reconhecimento facial, por exemplo, não depende da textura da pele, ele analisa pontos do rosto, como distância entre olhos, formato do nariz, etc.
E isso funciona mesmo com rugas ou pele flácida.
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Bancos também estão se mexendo
Instituições financeiras estão adotando alternativas como leitura da palma da mão por infravermelho (que analisa veias, não pele) e reconhecimento facial nos caixas eletrônicos. Além disso, muitos apps permitem autenticação por senha ou token, sem depender da digital.
Conclusão
A tecnologia precisa acompanhar a biologia. E a leitura da biometria digital sem contato, especialmente com a câmera do celular, é um ótimo exemplo de como adaptar inovação à realidade de quem mais precisa. Afinal, inclusão digital também é respeito.
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